Em uma de suas últimas atitudes, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, junto com o conjunto do Itamaraty, adotou uma postura que deve servir de exemplo para todos os países que querem seguir um patamar de igualdade e justiça perante os cidadãos. O reconhecimento do Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, anteriores à Guerra dos Seis Dias, mostra o quão maduro e independe está o nosso governo. Dando a “cara a tapa” para as inúmeras críticas advindas de países como os EUA, França e, claro, Israel.
A OLP (Organização pela Libertação da Palestina) considerou a posição brasileira de uma extrema solidariedade, e de um ato pacífico contra o unilateralismo Israelense aplaudindo-nos, eu, dispenso os aplausos, afinal, esta é uma posição que há tempos deveria ser imposta. Para Yousef Munayyer, escritor e analítico, o Brasil criará um “efeito dominó” contribuindo para que outros países, em especial os da América Latina, fortaleçam a formação definitiva de um país palestino, as expectativas de Munayyer estão se concretizando à medida que a Argentina já declarou o reconhecimento e o Uruguai relata que logo lançara um documento oficial reintegrando tal compromisso.
Diferentemente das críticas, que dizem que repercutirá mal a aprovação do Estado palestino obtendo nova tensão nas negociações, Israel não demonstrava possuir interesse algum de promover um acordo de paz além de meras palavras que nunca se concretizam, isto fica claro ao analisarmos suas atitudes frente ao conflito e os benefícios gerados pelo mesmo. Cada doação feita à Faixa de Gaza por dólar, euro, libra, etc; é aplicada nos bancos de Israel e convertido para o shekel, moeda oficial, dando ganhos ao Estado judeu. Os confinamentos e os inúmeros postos de controle que impedem a população palestina de sair dos assentamentos seja para trabalhar em Israel, quando há possibilidade, doando uma mão de obra extremamente barata que a cada dia vem sendo substituída pelos migrantes, em especial os asiáticos, seja para obter o direito de ir e vir é uma afronta aos direitos humanos deixando-os humilhados e sem saída para o seu sustento.
A miséria encontrada é alarmante, a falta de estrutura, de moradia, de água e de esperança faz com que se gere terroristas, terroristas de doze, nove anos de idade armados com pedras contra o exercito israelense poderosamente armado com a ajuda dos EUA. Quem são os verdadeiros terroristas?