A relação brasileira com os demais países tem ganhado prestigio desde a ousada intermediação Brasil-Irã-Turquia. Em que o Brasil mostrou-se com uma postura coerente e firme que há tempos era esperada, pode-se dizer que o Brasil conseguiu atingir sua maior idade.
Não há atitude contraditória brasileira nas negociações com o oriente médio como muitos meios midiáticos afirmam. Nossa diplomacia esta sendo lógica e responsável. Está, como em poucas vezes, direcionando-se para uma postura mais visível e com responsabilidade. Mostrando-se como um mediador muito preciso, somos um dos únicos países a declarar em nossa constituição a proibição de armas nucleares, somos conhecidos como um Estado de paz, o que nos garante uma autonomia muito expressiva para lidar com tais assuntos.
As criticas de o Brasil expor defesa inconstitucional ao programa nuclear iraniano alegando que o país nunca colaborou com transparecia não condizem com a história. A UE afirma que estamos insistindo no equívoco.
O Brasil, muito mais do que defender especificamente o programa nuclear Iraniano defende a não proliferação, o desarmamento total e ao acesso ao uso pacifico que deveria ser seguido por todos os países (TNP). Mas a mania, aí sim equivocada, de seguir primeiro o trilho das sanções dificulta as negociações. E foi isto que ocorreu mais uma vez. No dia seguinte, após o bem sucedido acordo feito pelo Brasil-Turquia-Irã, nos termos impostos pelos EUA, estes anunciam mais um pacote de sanções contra a Republica Islâmica.
A primeira sanção não entraria em vigor se, e somente se, o Irã suspendesse a atividade de produção de enriquecimento de urânio. Antes deste acontecimento o Irã já avia, não só, deixado a AIEA (Agencia Internacional de Energia Atômica) inspecionar como também cancelado de forma voluntária para ajudar nos diálogos com a UE. Só então, em 2007, o Irã proíbe a entrada de Inspetores da AIEA, ou seja, após a sanção. Quem está dificultando?
Se observarmos a localização do país islâmico, veremos que este esta rodeada pelo Paquistão, Iraque, Turquia, Israel, Estados que não estariam interessados em sua presença mais forte no cenário mundial. As relações diplomática/comerciais iranianas estão se expandindo, ganhando espaço, não só no oriente médio, mas também na América Latina. Temos que pensar que o Irã esta seguindo um rumo de defesa, conquistando aliados e que não seria interessante para ele uma postura mais agressiva, os laços criados são importante para que este não seja mais um país subtraído.
No final do último mês (29/07) o diretor do programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi informou que a Declaração de Teerã, realizada em maio, ainda esta válida, e por isso, o país continua disposto a interromper o enriquecimento de urânio se lhe for fornecido o combustível para seus reatores de uso civil. A batalha brasileira, já dita derrotada, ganha um novo suspiro e esperança de negociações bem sucedida, esperamos que desta vez sem a má-fé Ocidental.