segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Suspiros da Palestina

Em uma de suas últimas atitudes, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, junto com o conjunto do Itamaraty, adotou uma postura que deve servir de exemplo para todos os países que querem seguir um patamar de igualdade e justiça perante os cidadãos. O reconhecimento do Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, anteriores à Guerra dos Seis Dias, mostra o quão maduro e independe está o nosso governo. Dando a “cara a tapa” para as inúmeras críticas advindas de países como os EUA, França e, claro, Israel.

A OLP (Organização pela Libertação da Palestina) considerou a posição brasileira de uma extrema solidariedade, e de um ato pacífico contra o unilateralismo Israelense aplaudindo-nos, eu, dispenso os aplausos, afinal, esta é uma posição que há tempos deveria ser imposta. Para Yousef Munayyer, escritor e analítico, o Brasil criará um “efeito dominó” contribuindo para que outros países, em especial os da América Latina, fortaleçam a formação definitiva de um país palestino, as expectativas de Munayyer estão se concretizando à medida que a Argentina já declarou o reconhecimento e o Uruguai relata que logo lançara um documento oficial reintegrando tal compromisso.

Diferentemente das críticas, que dizem que repercutirá mal a aprovação do Estado palestino obtendo nova tensão nas negociações, Israel não demonstrava possuir interesse algum de promover um acordo de paz além de meras palavras que nunca se concretizam, isto fica claro ao analisarmos suas atitudes frente ao conflito e os benefícios gerados pelo mesmo. Cada doação feita à Faixa de Gaza por dólar, euro, libra, etc; é aplicada nos bancos de Israel e convertido para o shekel, moeda oficial, dando ganhos ao Estado judeu. Os confinamentos e os inúmeros postos de controle que impedem a população palestina de sair dos assentamentos seja para trabalhar em Israel, quando há possibilidade, doando uma mão de obra extremamente barata que a cada dia vem sendo substituída pelos migrantes, em especial os asiáticos, seja para obter o direito de ir e vir é uma afronta aos direitos humanos deixando-os humilhados e sem saída para o seu sustento.

A miséria encontrada é alarmante, a falta de estrutura, de moradia, de água e de esperança faz com que se gere terroristas, terroristas de doze, nove anos de idade armados com pedras contra o exercito israelense poderosamente armado com a ajuda dos EUA. Quem são os verdadeiros terroristas?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Informar para agir.

Falam de avanço, mas como avançarmos em uma sociedade em que a mulher é inferiorizada e, muitas vezes, concordando com tais restrições achando-as normais.
A Lei Maria da Penha, que chegou como uma medida de amenizar agressões físicas e psicológicas, completou, em agosto, quatro anos e dois por cento dos agressores condenados, segundo balanço do Conselho Nacional de Justiça.

Uma lei, a qual deveria servir para a proteção e a segurança da mulher, acaba por nos mostrar a fragilidade e, porque não, a incapacidade da justiça brasileira para botar em pratica o que nos asseguram a lei. Este descaso da justiça depois de complicadas trajetórias que não só a Maria da Penha percorreu, minimizam e distorcem nossas conquistas.

O que mais vimos em reportagens sobre o aniversário da lei não foram seu reconhecimento pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a mulher (Unifem) ou seus vergonhosos dados de eficiência e implementação -os meios midiáticos fazem questão de frisar as discussões e as supostas irregularidades da mesma.
O estudo organizado pelo Instituto Zangari mostra-nos que dez mulheres são mortas por dia no Brasil – 4,5 a cada 100 mil habitantes, se for comparar com a média em países europeus, por exemplo, o número não ultrapassa 0,5 a cada 100 mil habitantes. Como se sentir segura em um país no qual a cada quinze segundos uma mulher é agredida?
Esta é uma realidade que precisa ser exposta para ser contestada e por fim modificada.

A luta agora é por uma aplicação consistente, precisamos de mais delegacias da mulher e que estas estejam preparadas, com pessoal qualificado para receber um atendimento em que a mulher se sinta acolhida. A criação de abrigos também é fundamental para um suporte eficiente e seguro, e, principalmente, a informação para combatermos brutalidades e desigualdades que estão incrustadas pela nossa cultura patriarcal e cristã.

domingo, 8 de agosto de 2010

Sem ufanismo.

A relação brasileira com os demais países tem ganhado prestigio desde a ousada intermediação Brasil-Irã-Turquia. Em que o Brasil mostrou-se com uma postura coerente e firme que há tempos era esperada, pode-se dizer que o Brasil conseguiu atingir sua maior idade.

Não há atitude contraditória brasileira nas negociações com o oriente médio como muitos meios midiáticos afirmam. Nossa diplomacia esta sendo lógica e responsável. Está, como em poucas vezes, direcionando-se para uma postura mais visível e com responsabilidade. Mostrando-se como um mediador muito preciso, somos um dos únicos países a declarar em nossa constituição a proibição de armas nucleares, somos conhecidos como um Estado de paz, o que nos garante uma autonomia muito expressiva para lidar com tais assuntos.
As criticas de o Brasil expor defesa inconstitucional ao programa nuclear iraniano alegando que o país nunca colaborou com transparecia não condizem com a história. A UE afirma que estamos insistindo no equívoco.
O Brasil, muito mais do que defender especificamente o programa nuclear Iraniano defende a não proliferação, o desarmamento total e ao acesso ao uso pacifico que deveria ser seguido por todos os países (TNP). Mas a mania, aí sim equivocada, de seguir primeiro o trilho das sanções dificulta as negociações. E foi isto que ocorreu mais uma vez. No dia seguinte, após o bem sucedido acordo feito pelo Brasil-Turquia-Irã, nos termos impostos pelos EUA, estes anunciam mais um pacote de sanções contra a Republica Islâmica.
A primeira sanção não entraria em vigor se, e somente se, o Irã suspendesse a atividade de produção de enriquecimento de urânio. Antes deste acontecimento o Irã já avia, não só, deixado a AIEA (Agencia Internacional de Energia Atômica) inspecionar como também cancelado de forma voluntária para ajudar nos diálogos com a UE. Só então, em 2007, o Irã proíbe a entrada de Inspetores da AIEA, ou seja, após a sanção. Quem está dificultando?
Se observarmos a localização do país islâmico, veremos que este esta rodeada pelo Paquistão, Iraque, Turquia, Israel, Estados que não estariam interessados em sua presença mais forte no cenário mundial. As relações diplomática/comerciais iranianas estão se expandindo, ganhando espaço, não só no oriente médio, mas também na América Latina. Temos que pensar que o Irã esta seguindo um rumo de defesa, conquistando aliados e que não seria interessante para ele uma postura mais agressiva, os laços criados são importante para que este não seja mais um país subtraído.
No final do último mês (29/07) o diretor do programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi informou que a Declaração de Teerã, realizada em maio, ainda esta válida, e por isso, o país continua disposto a interromper o enriquecimento de urânio se lhe for fornecido o combustível para seus reatores de uso civil. A batalha brasileira, já dita derrotada, ganha um novo suspiro e esperança de negociações bem sucedida, esperamos que desta vez sem a má-fé Ocidental.

domingo, 6 de junho de 2010

Israel versos o mundo.


Mais um desatino de Israel, porém, agora, contra o mundo.
A posição tomada por Israel de atacar, invadir e matar ativistas da flotilha internacional com ajuda humanitária para Gaza, apenas deixa-o mais isolado da diplomacia mundial. Este é apenas mais um fato ocorrido contra Palestinos que vivem em situações desumanas, com medo de serem atacados e massacrados a qualquer momento pelo exército Israelense que destrói famílias e civis inocentes.
Sem deixar, apenas, Israel como o país tirano, não posso deixar de pensar que Mahmoud Ahmadinejad, entre outros, estão “rindo a toa” da situação, no mínimo, desconfortável criada pelo próprio Estado de Israel.
Forças políticas externas envolvidas até o pescoço, agora caladas e sem poder defender o seu “fantoche”, é nesta posição em que se encontra EUA, onde está Hillary?
Ban ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, sugeriu uma investigação Internacional sobre o ataca a flotilha, em que Michel Oren, embaixador israelense nos Estados Unidos, disse que será rejeitada por Tel Aviv.
Neste cenário tumultuado Israel possui a obrigação de promover a paz e o seu direto de coexistir. Esperamos sentados para que isto ocorra.